Já venci tantos moinho de vento que ás vezes a ilusão é mais forte do que a realidade. Loucuras, sonhos e desejos se confundem doces delírios me encantam...
TEMPEROS DA ALMA
Segundo Sartre, o poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, a sua obra como um fim e não como meio, mas como uma arma em combate. Nietzsche , buscou na arte uma aprendizagem para Filosofia, mais ainda: uma experiência de vida em plenitude. Assim, por acreditar que há uma cumplicidade entre Arte e Filosofia que ambas são janelas através das quais podemos vislumbrar outras possibilidades para o pensar, analisar, comparar, conceituar e provocar mudança de atitude diante do que a vida tem de diferente .Além disso a Filosofia e a Arte provocam uma ação de desnudamento da ética e estética acordando palavras adormecidas, desencantando , encantando outras tantas palavras ditas e mal ditas. Mergulhada sobre a égide da minha própria existência como uma obra de arte em construção, da capacidade de ver no outro um outro de mim mesma e como alguém que usa da mística de encantar tornando mágico o existir lançando de outros olhares para Filosofar; compreender e viver melhor ! bem, essas foram as razões que me impulsionaram a criar esse espaço. Entre!! aqui é a nossa ágora. Traga o teu tempero: sal, alho, cravo,canela, cominho, mel, limão, gengibre ,colorau, cebola , camomila, gengibre, flores, cores, sabores , perfumes para Filosofar, Poetizar...Explicar o inexplicável, no explicável se perder para se achar,há em todos a loucura de cada um Ah! Vejo flores em você! Flor do Cerrado
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
PimenTa cOm ChoCoLaTe: FeLiCiDaDe!!
Alimento-me de desejos poéticos, deliro, tenho febre, queimo, transbordo.
E repentinamente sinto-me insuportavelmente feliz!! Loucura? não , loucura e quem se arrasta, eu não, eu vooo..... Bons dias, poesia!!
ESsênCiA De LuZ: AMoR
É tudo que desejo dessa luz que reluz e a tudo conduz...
Livrai-me , Livrai-me ! de tudo que é vazio de amor...
Ervas e Flores e Mil e Um Sabores...
Se a gente pode guardar as coisas e as pessoas, então, quero guardá-las feito tatuagem. Desejo uma tatuagem do infinito porque infinita será as amizades que fluiem por aqui, doce como tudo fosse...o simbolo do infinito (do latim infinítu) é um adjetivo que denota algo que não tem início nem fim, ou não tem limites, ou que é inumerável. Para celar esse sentimento do bem querer infinitamente belo e poético trago Chico Buarque para poetizar esse doce querer que se eterniza na vida das pessoas, pois tudo que é jamais deixará de ser....
Tatuagem
Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...
E também pra me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...
Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...
E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...
Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Qu...e te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...
Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...
Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...
Chico Buarque
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...
E também pra me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...
Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...
E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...
Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Qu...e te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...
Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...
Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...
Chico Buarque
O saBor de GuArdAr: Poema
GUARDAR
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em confre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
(...)
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro dem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e se declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarde um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
Antônio Cícero.
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