Têm coisas que a gente só entende depois que já fez...
TEMPEROS DA ALMA
Segundo Sartre, o poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, a sua obra como um fim e não como meio, mas como uma arma em combate. Nietzsche , buscou na arte uma aprendizagem para Filosofia, mais ainda: uma experiência de vida em plenitude. Assim, por acreditar que há uma cumplicidade entre Arte e Filosofia que ambas são janelas através das quais podemos vislumbrar outras possibilidades para o pensar, analisar, comparar, conceituar e provocar mudança de atitude diante do que a vida tem de diferente .Além disso a Filosofia e a Arte provocam uma ação de desnudamento da ética e estética acordando palavras adormecidas, desencantando , encantando outras tantas palavras ditas e mal ditas. Mergulhada sobre a égide da minha própria existência como uma obra de arte em construção, da capacidade de ver no outro um outro de mim mesma e como alguém que usa da mística de encantar tornando mágico o existir lançando de outros olhares para Filosofar; compreender e viver melhor ! bem, essas foram as razões que me impulsionaram a criar esse espaço. Entre!! aqui é a nossa ágora. Traga o teu tempero: sal, alho, cravo,canela, cominho, mel, limão, gengibre ,colorau, cebola , camomila, gengibre, flores, cores, sabores , perfumes para Filosofar, Poetizar...Explicar o inexplicável, no explicável se perder para se achar,há em todos a loucura de cada um Ah! Vejo flores em você! Flor do Cerrado
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O saBor de GuArdAr: Poema
GUARDAR
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em confre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
(...)
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro dem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e se declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarde um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.
Antônio Cícero.
ChEiro do BeM ViVer: NAMASTÊ!
Luz do Querer!
Acordo alegre e contente o sol emana por aqui vibrações mais elevadas do Universo, como uma luz que clareia a mente e o calor que aquece o espírito. Belo! Bela! Luz que a tudo conduz, seu simples hábito de recolher e nascer todos os dias ensina algumas lições indispensáveis a quem pretende ser um peregrino na busca pela transcendência - como o eterno movimento que a tudo equilibra, visceja com um sorriso estampado todas as manhãs impulsionando para o eterno recomeçar, a capacidade visionária de para despertar uma nova consciência e desapego para se libertar de pesos e amarras que não servem para mais nada. Por isso, nos momentos de conflitos existênciais, respire fundo e pense no sol, vislumbre, como um algo mágico e mistérioso será pego de surpresa por uma grande alegria e plenitude, respire fundo e agradeça ao sol.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
FLoR do DeSeJO: DeSeJOs
"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez."
[Caio Fernando Abreu]
sábado, 18 de fevereiro de 2012
TeMpERaNçA Da ALMa: PAZ
PArA FiLosoFaR: A PAZ
Gilberto Gil
A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"
DaS CoReS e SaBoReS : AMOR
Das coisas do coração, de coração para coração.
Segundo Erich Fromm, "O amor não é , primacialmente, uma relação para com uma pessoa específica; é uma atitude, uma orientação de caráter, que determina a relação de alguém para com o mundo como um todo, e não para com um"objeto" de amor. Se uma pessoa ama apenas a uma outra pessoa e é indeferente ao resto dos seus semelhantes, seu amor não é amor, mas um afeto simbíótico, ou um egoísmo ampliado. Contudo, a maioria cré que o amor é constituído pelo objeto e não pela faculdade. De fato, acredita-se mesmo que a prova da intensidade do amor está em não amar ninguém além da pessoa "amada". Isso é um equivoco , pois, o fato de não se ver que o amor é uma atividade, uma forma, uma força da alma, acredita-se que tudo quanto é necessário encontrar é objeto certo - e tudo o mais irá depois por si. Tal atitude pode ser comparada à alguém que queira pintar mas, em vez de apresentar a arte, proclama que lhe basta esperar pelo objeto certo, passando pintá-lo belamente quando o encontrar. Se verdadeiramente amo alguém, então amo a todos, amo o mundo, amo a vi
da. Se posso dizer a outrem "Eu te amo", devo ser capaz de dizer: "Amo em ti a todos, através de ti amo o mundo, amo-me a mim mesmo em ti"
Dizer que o amor é uma orientação que se refere a todos e não a um não implica, entretanto, a ideia de que não haja diferenças entre vários tipos de amor, que dependem da especie de objeto que é amado.
Fromm ,
Erich. A arte de amar, Belo Horizonte: Itatiaia, 1980. p. 71-2
domingo, 12 de fevereiro de 2012
DoCe de AfeTo: SauDades
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