Frequentemente , ouvimos as pessoas dizerem que arte é coisa inútil, ou convivemos com pessoas que chicoteiam, zombam das manifestações artísticas sem perceberem que a arte é o fundamento do mundo, pois todas as coisas existentes possuem forma, cor , textura, peso, cheiro, e esses objetos são apreendidos pelos nossos sentidos e pela nossa razão. Ao construir algo , qualquer coisa o criador está dando livre razão ao seu imaginário, tornando reais seus desejos, suas fantasias e seus sonhos. O ser humano é um ser sociável, vive circunscrito numa sociedade e convive com os seus semelhantes. As coisas têm por objetivo despertar no outro sensações de prazer ou dor, admiração ou repulsa, aprovação ou desaprovação. A arte é o centro da vida, e é a partir dela que deciframos o mundo. É somente com os olhos da arte que o homem consegue apreender a sua essência, pois esta se manifesta sob a forma artística. A arte é aprendida pela intuição e não pela razão. Nietszhe defendia uma época trágica, em que a arte ocuparia o lugar da ciência e da religião: um tempo em que a humanidade teria atrás de si a conciência da mais dura, da mais necessária das guerras, sem sofrer com isso. Segundo ele para conduzir o barco da vida, é preciso coragem e determinação. Aventurar-se por esse imenso mundo exige um gesto de heroísmo , pois viver não é fácil. Assim, a arte é a luz que nos permite conhecer a vida e o mundo, nós, seres humanos , somos manifestações artísticas ; a vida é uma grande obra de arte; o mundo é, essencialmente, arte.
TEMPEROS DA ALMA
Segundo Sartre, o poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, a sua obra como um fim e não como meio, mas como uma arma em combate. Nietzsche , buscou na arte uma aprendizagem para Filosofia, mais ainda: uma experiência de vida em plenitude. Assim, por acreditar que há uma cumplicidade entre Arte e Filosofia que ambas são janelas através das quais podemos vislumbrar outras possibilidades para o pensar, analisar, comparar, conceituar e provocar mudança de atitude diante do que a vida tem de diferente .Além disso a Filosofia e a Arte provocam uma ação de desnudamento da ética e estética acordando palavras adormecidas, desencantando , encantando outras tantas palavras ditas e mal ditas. Mergulhada sobre a égide da minha própria existência como uma obra de arte em construção, da capacidade de ver no outro um outro de mim mesma e como alguém que usa da mística de encantar tornando mágico o existir lançando de outros olhares para Filosofar; compreender e viver melhor ! bem, essas foram as razões que me impulsionaram a criar esse espaço. Entre!! aqui é a nossa ágora. Traga o teu tempero: sal, alho, cravo,canela, cominho, mel, limão, gengibre ,colorau, cebola , camomila, gengibre, flores, cores, sabores , perfumes para Filosofar, Poetizar...Explicar o inexplicável, no explicável se perder para se achar,há em todos a loucura de cada um Ah! Vejo flores em você! Flor do Cerrado
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
CheIro de MeL e LimÃO: QUEm SoU EUUU????
QUEM SOU EUUU?????
A existência em cada um de nós se apresenta como um mistério. Não há como esconder somos o próprio mistério. Um mistério vivo: eu mesmo, você. Singulares e belos são os momentos em que o silêncio nos interroga e faz pensar. Somos únicos, representamos possibilidade única da própria humanidade. Somos um nos outros. Somos caminhantes e a cada dia estamos fazendo o caminho, o caminho de volta para a minha vida, para a sua vida, para o viver de cada um, para se saber único. O viver talvez seja isso, por mas que possamos falar a respeito, permanece não dito. A vida é sempre mais, infinitamente mais que tudo que possamos dizer a seu respeito. Nós somos assim, e é esse encontro com o silêncio que nos conduz além. Pois ao encontrar o limite do dizer, e ao enfrentar este limite por tocá-lo bem de perto, talvez seja preciso inverter a direção do pensar: em vez de ir de palavras já prontas, acabadas para dizer a vida, em vez de reduzir o mundo ás palavras já dadas, voltamos ao lugar onde a significação da palavra nasce, no qual tudo é novidade. E cada vez que nos olharmos em um espelho, bem no fundo de nossos olhos, talvez possamos nos ver como uma incessante novidade. Cada momento da vida é também uma novidade.
Pode ser, então, que eu não seja simplesmente eu, e que você não seja simplesmente você. Mas que nós estejamos nos fazendo, nos inventando , sentindo ás coisas e á vida, em nossa própria diferença, de um modo único. Através dos olhos, e além deles, a imagem aponta para algo imenso e invisível. E talvez possamos sentir que a nossa presença no mundo é a fonte de uma imensa interrogação. Afinal, quem sou eu , mesmo? E quem é você?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ao SaBoR do GoSTo e DeS (GosTO)
SaBe quEm AnDa Me ComEndO? O TEMPO. SiNtO uMa ImEnsa sAUdADeS De miM, e PenSo: O que Seria de MIm se Não Fosse EU? Rosinha Flô
domingo, 3 de abril de 2011
O sAboR e A DeLiCia De SEr o Que É: A ExpEriÊnCiA ExisTenCiAl
"Perguntar é mais importante que responder" já dizia Sócrates e veja como Zé Vicente provoca o exercício de pensar, trazendo para o palco da vida a experiência existencial: Quem sou eu? De onde vim ? Para onde vou? em sua música MISTÉRIOS diz que todoas as coisas são mistérios te convido para filosofar com Zé Vicente, com olhos da alma e deixe os olhos da carne em qualquer esquina, becos , sofá.
MiStériOs
O que me faz viver,
o que me faz te amar,
nem sequer por que eu penso em você,
não consigo explicar,
O vento que sopra na rosa,
a luz que brilha em teu olhar,
o que ferve aqui dentro do peito ao te beijar
Por que tanta dor pela rua,
Por que tanta morte no ar,
Por que os homens promovem a guerra
Em nome da paz?
Por que o cientista não mostra
um jeito bem feito afinal
que seja a vacina do amor,
contra o vírus do mal (...)
FiLoSoFaR: O (Des) sAbOr Da MaÇA
FILOSOFAR PARA VER E VIVER MELHOR
Segundo Platão e Aristóteles, nós principiamos a filosofar a partir do momento em que vivenciamos uma experiência de espanto, estranhamento diante da realidade. Este estranhamento nos permite ver o quanto é surpreendente, admirável o mundo, a vida, os fenômenos todos do universo. Descobrimos que as coisas não são assim porque são simplesmente , nada é tão óbvio, e o que chamamos de óbvio é apenas aquilo em que nós paramos de pensar.
O estranhamento, admiração que inaugura o filosofar em nossas vidas nos faz ver os limites do nosso próprio conhecimento. Ao saber que nada sabemos, passamos a questionar, investigar a realidade e passamos a repensar o mundo e as nossas vidas. Assim como na Alegoria da Caverna de Platão, o filosofar quer a superação de uma cegueira. Esta cegueira daquele que pensa o que ele sabe é tudo o que há para saber. Não há cegueira maior do que pensarmos que sabemos tudo. Aquele que pensa que sabe tudo vive em estado de ignorância e em uma relação ingênua com o mundo.
Apropriando-me de falas do senso comum e poético digo: Não há como saber o gosto de uma maçã sem saboreá-la. Assim não há como compreender a significação das palavras saudade, amor, amizade e tantas outras, sem tais experiências que podem ampliar a significação destes termos. Quando relacionamos conhecimento e experiência, as idéias se ligam com a vida,pois não se trata apenas de explicar através das palavras definições, o que poderia não ter nada significativo. O mesmo ocorre com o filosofar: Para compreendê-lo precisamos retornar á experiências que está em sua origem. Para vivenciar, cada um ao seu modo, a admiração diante da realidade.
domingo, 27 de março de 2011
DoCE dE AlgOdãO doCE - PaCiÊnCiA
Para Filosofar:
Paciência
Composição : Lenine e Dudu Falcão
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida é tão rara...
A vida é tão rara...
O doCe e o AmArgO: FanTaSia e ReaLidADe
Nietzsche já dizia que vivemos no mundo constantemente representando, somos atores e expectadores de uma peça sem limites entre a realidade e a fantasia. Realidade é o que vemos, experimentamos e a fantasia associamos ao nosso mundo exterior. Dentro do meu “EU” tem um “OUTRO”, um mundo interior e outro exterior, um real e outro fantasia. Mas, o que são esses dois mundos? Qual é o real? Existe algum que é irreal?
Platão recorre ao mito da caverna para explicar esses dois mundos, ele de forma lógica , racional e sistemática demonstra que a realidade não é aquilo que aparentemente percebemos através de nossos cinco sentidos ordinários , por serem muito limitados para a obtenção da sabedoria, mas sim através de percepções mais sensíveis, ela, a Verdade, se desvenda ante nossa realidade, tornando-se palpável e real.
Pois é, esses dois mundo são fundamentais para nos conferir o conhecimento das coisas da matéria, por meio dos cinco sentidos. Ajuda compreender o que nos cerca e seu devido objetivo no criado. O mundo interior é o mundo onde temos as nossas experiências com a dor, alegria, tristeza, com as emoções e pensamentos. Tudo o que acontece no mundo exterior, um ação – é um reflexo do mundo interior, ou seja antes de ser uma ação concreta do mundo das formas, essa foi antes um pensamento e uma emoção, até se criar de fato por um impulso, estes dois mundos estão sempre intimamente interligados.
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