TEMPEROS DA ALMA

Segundo Sartre, o poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, a sua obra como um fim e não como meio, mas como uma arma em combate. Nietzsche , buscou na arte uma aprendizagem para Filosofia, mais ainda: uma experiência de vida em plenitude. Assim, por acreditar que há uma cumplicidade entre Arte e Filosofia que ambas são janelas através das quais podemos vislumbrar outras possibilidades para o pensar, analisar, comparar, conceituar e provocar mudança de atitude diante do que a vida tem de diferente .Além disso a Filosofia e a Arte provocam uma ação de desnudamento da ética e estética acordando palavras adormecidas, desencantando , encantando outras tantas palavras ditas e mal ditas. Mergulhada sobre a égide da minha própria existência como uma obra de arte em construção, da capacidade de ver no outro um outro de mim mesma e como alguém que usa da mística de encantar tornando mágico o existir lançando de outros olhares para Filosofar; compreender e viver melhor ! bem, essas foram as razões que me impulsionaram a criar esse espaço. Entre!! aqui é a nossa ágora. Traga o teu tempero: sal, alho, cravo,canela, cominho, mel, limão, gengibre ,colorau, cebola , camomila, gengibre, flores, cores, sabores , perfumes para Filosofar, Poetizar...Explicar o inexplicável, no explicável se perder para se achar,há em todos a loucura de cada um Ah! Vejo flores em você! Flor do Cerrado

domingo, 12 de fevereiro de 2012

MeL coM PiMEnTa: DoReS e CoReS



Para as pessoas tão lindas, das coisas mais lindas ainda...

Sei que estamos vivendo um longo processo de domesticação ou talvez de bestificação mesmo; lento, fatídico, mortal. Para alguns seres viventes isso é como uma luva, uma armadura de proteção, corpo dócil, perfeito! E tudo parece ser normal, nem o nada é normal, banal. Desculpa ! mas estou ouvindo alguém dizer: assim caminha boa parte da humanidade com passos de formiga e sem vontade..
 Entretanto, para outros seres viventes esse momento é oportuno para se fazer “ Ser”, voar...romper, viver do avesso, ir em direção ao contraindicado se vestir de delírios poéticos. Delirar sentindo a loucura de todos em cada UM sendo infinitamente e particularmente um errante, efêmero
Nessa manhã de domingo desejo que nesse processo de domesticação, bestificação, a gente consiga preservar a capacidade de sonhar. Pois, a utopia sempre deverá ser o templo de nossa liberdade, não sejamos roídos pelas futilidades, tão mortal quanto a pior doença. Não desprezemos as coisas desprezíveis, mas que elas nos sirvam para nos humanizarmos, finalmente ver no outro o outro de si mesmo e repudiar tudo que for vazio de amor, o amor com suas várias dimensões.

PaLavrAs DocEs PaLaVrAS


Tem dias que a gente não sabe bem o que dizer... como já dizia um poeta: Tem certas coisas que eu não sei dizer.. Bem , não sei se é porque o mundo é grande e meu coração é pequeno, talvez, seja porque meu coração é pequeno e o mundo é grande.  De certeza  sei é que meu coração transborda...bons dias, poesia!! -

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

SoNs e CoRes: LibErDaDe




Encantamentos e encantaventos: Passárinho na gaiola não canta, só lamenta...Liberte-se!!!
e canta, canta passarinho....



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

BiChO dA GoiABa: AcHadOuRos

Memória de uma infância pantaneira aos olhos de Manoel de Barros, retirei essa prosa poética  do seu livro: Memórias inventadas - as infâncias de Manoel de Barros. Sente-se!!! abra a janela da imaginação e deixe o teu coração vibrar, pois o meu já salta, verá que é sutil a linha que separa a filosofia da poesia!
                                                                ACHADOUROS

Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo.Justo pelo motivo da intimidade. Mas o que eu queria dizer sobre o quintal é outra coisa. Aquilo  que a negra Pombada remanescente de escravos de Recife, nos  contava. Pombada contava aos meninos   de Corumbá sobre achadouros. Que eram buracos que os holandeses, na fuga apressada do Brasil, faziam nos seus quintais para esconder suas moedas de ouro, dentro de grandes baús de couro. Os baús ficavam cheios de moedas dentro daqueles buracos. Mas  eu estava a pensar em achadouros de infância. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros de infância. Vou meio dementado e enxada ás costas a cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos. Hoje encontrei um baú cheio de punhetas.

ChEirO dE BeLa Flor: SoNhOs


Se seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe, pois eles estão no lugar certo; agora construa os alicerces. Namastê! Rosa vermelha Dalai Lama -

Um DocE por Um DoCE: AMIZADE


"Cativa-me, cativa-me!! amizade é feito de pedacinhos, eu o guardarei pra sempre em meu coração"

"Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas, floridas..".Saint Exupéry