TEMPEROS DA ALMA

Segundo Sartre, o poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais, a sua obra como um fim e não como meio, mas como uma arma em combate. Nietzsche , buscou na arte uma aprendizagem para Filosofia, mais ainda: uma experiência de vida em plenitude. Assim, por acreditar que há uma cumplicidade entre Arte e Filosofia que ambas são janelas através das quais podemos vislumbrar outras possibilidades para o pensar, analisar, comparar, conceituar e provocar mudança de atitude diante do que a vida tem de diferente .Além disso a Filosofia e a Arte provocam uma ação de desnudamento da ética e estética acordando palavras adormecidas, desencantando , encantando outras tantas palavras ditas e mal ditas. Mergulhada sobre a égide da minha própria existência como uma obra de arte em construção, da capacidade de ver no outro um outro de mim mesma e como alguém que usa da mística de encantar tornando mágico o existir lançando de outros olhares para Filosofar; compreender e viver melhor ! bem, essas foram as razões que me impulsionaram a criar esse espaço. Entre!! aqui é a nossa ágora. Traga o teu tempero: sal, alho, cravo,canela, cominho, mel, limão, gengibre ,colorau, cebola , camomila, gengibre, flores, cores, sabores , perfumes para Filosofar, Poetizar...Explicar o inexplicável, no explicável se perder para se achar,há em todos a loucura de cada um Ah! Vejo flores em você! Flor do Cerrado

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

FiLoSoArTe: O SaBoR do PeNSaR

ClaRiCe LiSpEcTor

CLARICE LISPECTOR


Um rosto enigmático , um olhar de Medusa escondido na caixa de pandora. Em suas mãos escorrem tintas, letras de experiências do espaço e do tempo deixando marcas no papel caminhos tortuosos, inusitados , escorregadios em suas belas narrativas. Difícil não se embriagar pelas magias de suas obras cheias de inquietações que nos faz pensar e sentir a angústia do SER. Dizia sempre: Eu sou uma pergunta.
Entre! conheça o mundo de Clarice , pois irão mergulhar em um mar de encantos e poeticamente existêncialista.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O sAbOr dA MaÇÃ: SuBmiSSão e PeCaDO



             ENTRE A ESTRELA E A SERPENTE :
                         PANDORA E EVA

ANÁLISE COMPARATIVA

As bases ideológicas que situam a mulher como inferior, submissa , fonte de pecado e de sedução,ardilosa e persuasiva vêm de muito longe, desde os mitos da criação: Mito de Pandora (grego) e de Eva na perspectiva cristã. Vejamos os fios que as conduzem para o foco da condição da mulher em determinado contexto histórico seja no mundo dos gregos ou no mundo dos cristãos e porque não no mundo atual. As palavras fluiem e imprimem na mente humana e se reverberam por todos espaços(na pintura, na música, na poesia, nos contos,crônicas, e outros). Na mitologia grega o mito de Pandora já apresentava uma identidade negativa para a mulher. Pandora primeira mulher, criada como instrumento de vingança de Zeus contra Prometeu que ensinou os homens o segredo do fogo. O fogo era algo sagrado para os Deuses, pois, só eles sabiam fazer. Quando Prometeu ensina os homens a fazer fogo provoca uma teia de consequências terríveis como narra o mito de Pandora Na ânsia de vingança e de castigo Zeus ordena a Hefesto que criasse uma mulher perfeita, como ele era artesão faz a mulher de barro dando-lhe vida, sendo ela cortejada , admirada , dotada de dons que os deuses iria entregando-a afinal era simbolo de vingança e castigo. Para vingar era preciso criar essa imagem de uma mulher: sedutora,que soubesse tecer, dotada de encantos,da arte de persuadir. Finalmente foi um homem Hefesto lhe concedeu a capacidade de falar e de seduzir os coraçõe por meio de discursos insinuantes seu nome é Pandora. A imagem criada pelo mito é de uma mulher voluvel, dissimulada, persuasiva. Não satisfeito ainda Zeus lhe entrega uma caixa; a caixa aqui simboliza( a maça o fruto do pecado ) .Pandora, a primeira mulher criada por Zeus, enfatiza uma visão politeísta, até mais antiga que as crenças dos hebreus. Na versão pagã, essa mulher abre uma pequena caixa e liberta os males do mundo. A figura feminina é responsável mais uma vez, e através destes dogmas iniciais que as sociedades gregas desenvolveram seus códigos de valores na superioridade de sexo. As virtudes ficaram no fundo da valise. Eva é feita de uma costela de Adão, suprindo, porém, sua necessidade de homem, que não deve ficar sozinho. No entanto, ela simboliza a tentação, o pecado da carne, o desejo de sexo, responsável pela perda da paz e da tranqüilidade do homem representadas pela perda do paraíso terrestre. Assim como Zeus, Deus demonstra sua fúria quanto a desobediência do homem e aponta a culpabilidade das desgraças do mundo a mulher. A origem do mal, do pecado Pandora e Eva são as responsáveis. Portanto, Deus ao imputar a Eva a responsabilidade pelo mal no mundo a maldiçoa desejando sofrimento na gravidez e dores no parto e finalmente a dominação pelo homem, a submissão eterna. O corpo de Pandora como de Eva são visto como objeto de sedução, de pecado.

Temos aqui, dois símbolos criados pelo imaginário do Homem: fogo e a árvore do conhecimento / a caixa e a maçã como objetos sagrados que mudaram o rumo da humanidade pelas atitudes de desobediência de Pandora e Eva.

Fogo ( luz, vida); desprendimento dos Deuses

Árvore do conhecimento ( fruto proibido – o conhecimento)

Caixa de Pandora ( a realidade do mundo)

Fruto proibido( maçã) – a desalienação

Dito isso, a construção impressa no imaginário coletivo da humanidade de forma negativa a respeito das mulheres não se limitaram somente aos mitos da criação outros pensadores fizeram questão de situá-las num plano de inferioridade. As práticas da tradição judaicas – cristão em relação à mulher afetaram as atitudes contemporâneas, bem como a própria visão da mulher sobre si mesma. Entretanto,a partir de uma visão religiosa que as identificam como subproduto do homem, aquela que foi feita da costela de Adão, a que caiu na tentação e expulsando o homem do paraíso, a que levou o pecado original como herança aos seus descendentes e a outra resultado de vingança encontram-se agora frente a frente Pandora e Eva, desobedientes, pecadoras e culpadas.

Por volta do século XIV e XV, a igreja católica constrói outra identidade feminina mítica: Virgem Maria – Mãe de Cristo, Mãe da Igreja, Mãe dos pobres e infelizes. As mulheres irão alcançar a salvação ao acatar o ideal de feminilidade de Maria, o que pressupõe uma destituição da sexualidade e do prazer, mantendo apenas a função de procriar. A mulher ideal: geradora de filhos, companheira do marido, administradora do lar. A igreja se impõe, situando as questões de gênero numa perspectiva inteiramente patriarcal, indicando a dominação masculina como”atitude natural”ou uma experiência excluída de questionamentos e reconhecida como absolutamente legítima. Prof{ Rosângela







quinta-feira, 8 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

UM OLHAR SOBRE OUTRO OLHAR: VER NO UM OUTRO “ UM OUTRO DE SI MESMO”.



Quero derramar como chuuuáa... das mais belas cachoeiras que já vi fluídos da força vital da natureza embevecida pela crença do povo africano inspirando e exalando o cheiro da flor da vitória- régia ,visualizando as flores e cores dos ipês árvores que me consomem pela beleza e altivez. Trago estas reflexões sobre a filosofia existencialista para compartilhar com vocês e de certa forma nos encontrarmos no mundo.

Sinto-me como um pássaro preso na gaiola acorrentada por um sentimento que não sei por quê ? (Rô). Se Sartre estivesse aqui compreenderia este meu sentimento, pois este é o objeto da filosofia existencialista a condição problemática do homem como ser no mundo. Ela trata do homem concreto, que está sujeito á morte que se relaciona com os outros, vive e busca um sentido para a sua vida.

Sartre sutilmente nos impulsiona para aquilo que chamarei de uma luta cósmica entre o bem e o mal ( escolher) o estar face a face, “eu comigo mesma” sem anular o outro. Essa corrente filosófica exige que o indivíduo se conscientize de que sua existência se resume à busca e que ela só tem sentido só se fundamenta em virtude de sua natureza constitutiva limitada e instável. Essa visão do existencialismo elimina qualquer possibilidade de satisfação no final da procura, mas abre a possibilidade da conquista da realização pessoal. É a existência cotidiana, a seqüência das escolhas, que dá ao indivíduo sua realização pessoal, e não a espera de algo que venha acontecer no fim do processo. Para Sartre “ O homem nasce do homem,” portanto o empenho do indivíduo é fundamental para manter o vínculo existencial consigo mesmo e com os outros. Entretanto, a autêntica realização do ser se dá pela transcendência existencial, ou seja pela necessidade do indivíduo de ultrapassar as influências e as condicionantes impostas pela sociedade e passar a existir individualmente. Todavia, essa transcendência só se completa pela coexistência, pelo compartilhamento do mundo com o outro. No entanto, a existência não se basta a si mesma. É necessário transcendê-la por meio da coexistência. Então, existir não significa estar vivo é preciso coexistir, essa idéia de coexistência somos levados a assumir alguns outros aspectos fundamentais da condição humana: a solidariedade, que um dos alicerces da comunidade, o amor e a amizade, características propriamente humana da existência. Segundo Sartre a relação existencial revela-se como um elo de solidariedade que apóia o indivíduo na sua debilidade e na sua insuficiência e obriga a “render-se” ao outro.

TemPeRança: TeMpo, TeMpo....

video

POetiZaNdO: PiMenTaS e ToRmEnToS


Traduzir-se


(Ferreira Gullar)



Uma parte de mim

É todo mundo:

Outra parte é ninguém:

Fundo sem fundo.



Uma parte de mim

É multidão:

Outra parte estranheza

E solidão.



Uma parte de mim

Pesa, pondera:

Outra parte delira.



Uma parte de mim

Almoça e janta:

Outra parte

Se espanta.



Uma parte de mim

É permanente:

Outra parte

Se sabe de repente.



Uma parte de mim

É só vertigem:

Outra parte

Linguagem.



Traduzir uma parte

Na outra parte

- que é uma questão

de vida ou morte –

Será arte ?



" Não sei"

Não sei... se a vida é curta

ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

não seja nem curta,

nem longa demais,

Mas que seja intensa,

verdadeira, pura...

Enquanto durar".



Cora coralina

terça-feira, 6 de julho de 2010

CoMinHoS e CaMinHos

A vida é um palco de representações, todos os dias um espetáculo novo, nesse jogo constante entre o bem e o mal. Usamos máscaras para melhor representar a nossa própria existência. Nietzsche vai dizer:”aquilo que não me destrói fortalece-me” , assim estamos sempre criando novas máscaras para se esconder do apelo constante e sempre renovado da vida, pois, para Nietzsche, a vida é tudo e tudo se esvai diante da vida humana. Porém, as máscaras segundo ele, tornam a vida mais suportável, ao mesmo tempo em que a deformam, mortificando-a à base de cicuta e, finalmente, ameaçam destruí-la.

Nesse sentido segundo Nietzsche a vida é vontade de poder ou de dominio .A vida só se pode conservar e manter-se através dessas incessantes relações entre os seres vivos, através da luta entre vencidos que gostariam de sair vencedores e vencedores que podem a cada instante ser vencidos e por vezes já se consideram como tais.

Nietzsche quis ser o grande “desmascarador” de todos os preconceitos e ilusões do gênero humano, aquele que ousa olhar, sem temor, aquilo que se esconde por trás de valores universalmente aceitos, por trás das grandes e pequenas verdades melhor assentadas, por trás dos ideais que serviram de base para a civilização e nortearam o rumo dos acontecimentos históricos.

Somos atores da nossa própria história, e o nosso palco é vasto, escola, igreja, familia, trabalho etc. e para melhor representarnos usamos diferentes máscaras, toda nossa representaçao tem como base a “linguaguem” aqui podemos nos apoderar de todas as formas de linguagens. Nessa perspectiva a linguagem é um dos nossos mais relevantes trabalhos na arte de representar. Pela linguagem agimos no mundo e nos identificamos como seres humanos, já que o dominio da linguagem que nos diferencia dos demais habitantes do planeta. Não foi em vão a sacada de Foucault ao teorizar as formas do discurso e analisá-la no campo político, social, econômico teve como inspiração os rastros de Nietzsche. Aliás, Platão já dizia: a linguagem é como poçao, cosmético, maquiagem que usamos para dissimular a própria vida, é remédio que pode refligerar nossa alma, mais é veneno quando quero oprimir o outro. Nietzsche procurou arrancar e rasgar as mais idolatradas máscaras. Mas, a questão é: que máscaras são essas? responde, então, que as máscaras se tornam inevitáveis pela própria vida, que é explosão de forças desordenadas e violentas, e por isso, é sempre incerteza e perigosa.

TeMpERos da aLmA: CoRes e Sabores!!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

POetiZaNdO

BOM DIA, POESIA!




Acordo leve e contente,

Entre as cores e alegria

Penso no mar nas montanhas,

Nos rios, na maresia,

Nos peixinhos, nos corais

No sol que me traz o dia.

Em tudo sinto a grandeza,

Em tudo vivo a poesia.



Abro os olhos que beleza,

Que Deus agora me envia.

Sou dona dos horizontes,

Dos verdes prados e montes,

Da terra e doce harmonia,

Dos frutos que vêm da terra,

Dos tesouros que ela encerra,

Das riquezas que ela cria.



Sinto a paz dentro de mim;

E nada perturbaria,

A minha grande esperança,

Que um dia cada criança,

Viva também a poesia,

Que recolho do universo

E concentro em cada verso

Que distribua: BOM DIA!